Recurso do INSS: como funciona, prazos e quando vale a pena recorrer

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Categorias sugeridas no final: INSS, Contribuição Previdenciária.

Autônomo paga quanto de INSS e qual tipo de contribuição? Guia atualizado e completo

Se você trabalha por conta própria, presta serviços sem vínculo empregatício e recebe por isso, então você é considerado autônomo perante o INSS.

E é justamente nessa hora que surgem as dúvidas:
Quanto um autônomo paga de INSS? Qual alíquota escolher: 5%, 11% ou 20%? Como pagar? O que isso garante?

Para facilitar sua vida, preparei um guia completo, simples e direto ao ponto, com tudo o que você precisa saber.

Quanto um autônomo paga de INSS por mês?

O valor pago depende da alíquota escolhida. Para 2025:

1. Plano normal — 20%

Contribuição calculada sobre qualquer valor entre o salário mínimo e o teto do INSS.

  • Sobre o salário mínimo (R$ 1.518,00): R$ 303,60
  • Sobre o teto (R$ 8.157,41): R$ 1.631,48

2. Plano simplificado — 11%

Contribuição sobre o salário mínimo.

  • 11% de R$ 1.518,00 = R$ 166,98

3. MEI e baixa renda — 5%

Contribuição sobre o salário mínimo.

  • 5% de R$ 1.518,00 = R$ 75,90

📌 Importante:
A alíquota de 5% não é permitida para qualquer autônomo.
Serve apenas para:

  • MEI (Microempreendedor Individual);
  • Segurado facultativo de baixa renda (com regras específicas).

Tipos de contribuição do INSS para autônomos

Existem três modalidades de contribuição possíveis:

20% – Plano normal (Contribuinte Individual)

  • Permite contribuir acima do salário mínimo.
  • Garante aposentadoria por idade, por invalidez e aposentadorias por tempo (direito adquirido e transição).

Códigos de pagamento (GPS):

CódigoTipoFrequência
1007Contribuinte individualMensal
1104Contribuinte individualTrimestral
1406FacultativoMensal
1457FacultativoTrimestral

Atenção a três detalhes:

  1. Autônomo que presta serviço para pessoa jurídica não recolhe 20% por conta própria — a empresa recolhe 11% sobre a remuneração.
  2. Rendimentos abaixo do salário mínimo exigem complementação.
  3. Valores acima do teto podem gerar restituição.

11% – Plano simplificado (Contribuinte Individual)

Indicado para autônomos que não trabalham para pessoa jurídica.

  • 11% sobre o salário mínimo = R$ 166,98

Códigos:

CódigoTipoFrequência
1163Contribuinte individualMensal
1180Contribuinte individualTrimestral
1473FacultativoMensal
1490FacultativoTrimestral

📌 Esse plano não permite aposentadoria por tempo de contribuição, nem emissão de CTC.
Caso o segurado queira posteriormente esses direitos, precisará complementar com mais 9% + juros e multa.


5% – MEI e facultativo de baixa renda

  • Contribuição: R$ 75,90

MEI paga por meio do DAS, que já inclui INSS + ISS + ICMS.

Complementação para o MEI

Se quiser garantir aposentadoria por tempo ou CTC, é possível complementar:

  • Complementação: 15% sobre o salário mínimo = R$ 227,70

Código para complementação:

CódigoTipo
1910MEI – complementação

Regras para facultativo de baixa renda

  • Inscrição no CadÚnico
  • Não exercer atividade remunerada
  • Renda familiar até 2 salários mínimos
  • Dedicação exclusiva ao trabalho doméstico

Códigos:

CódigoFrequência
1929Mensal
1937Trimestral



É melhor pagar mensal ou trimestral?

Depende da sua organização financeira. As diferenças:

Pagamento mensal:

  • Feito todo mês
  • 12 guias ao ano
  • Vencimento sempre no dia 15 do mês seguinte

Pagamento trimestral:

  • Feito 4 vezes ao ano
  • Cada guia contém 3 meses de contribuição
  • Vencimentos: abril, julho, outubro e janeiro

📌 O valor total anual é o mesmo em ambas as modalidades.

Como pagar INSS como autônomo? (Passo a passo simples)

1. Acesse o sistema SAL da Receita Federal

Pesquise por: “SAL GPS Receita Federal”

2. Escolha “Contribuinte Individual”

3. Informe NIT/PIS/PASEP

4. Selecione a competência (mês) que deseja pagar

5. Informe o salário de contribuição

  • Entre o mínimo e o teto, caso seja alíquota de 20%

6. Escolha o código correto da tabela acima

7. Gere e pague a GPS

Você pode pagar:

  • Lotérica
  • Caixa
  • Banco
  • Internet Banking

📌 Cuidado com erros: código errado, competência errada ou alíquota errada podem prejudicar sua aposentadoria.

Quem paga INSS como autônomo tem direito a quê?

Direitos garantidos por todas as alíquotas (5%, 11% e 20%):

  • Aposentadoria por idade
  • Aposentadoria por invalidez
  • Auxílio-doença
  • Auxílio-reclusão
  • Salário-maternidade
  • Reabilitação profissional
  • Pensão por morte (para dependentes)

Direitos exclusivos de quem paga 20%:

  • Aposentadoria por tempo de contribuição
  • Regra de transição por idade mínima
  • Regra de transição por pontos
  • Pedágio 50%
  • Pedágio 100%
  • CTC (Certidão de Tempo de Contribuição)

É possível pagar INSS como autônomo sem nunca ter contribuído?

Sim. Basta:

  1. Ter atividade remunerada como autônomo
  2. Ter NIT/PIS/PASEP ativo
  3. Emitir GPS corretamente
  4. Comprovar que realmente exerceu a atividade

📌 O INSS pode exigir provas do trabalho realizado como autônomo.

Um autônomo que parou de contribuir pode voltar a pagar?

Pode. Basta retomar o recolhimento.
Antes, o ideal é analisar:

  • se ainda tem qualidade de segurado
  • qual plano de contribuição faz sentido
  • se vale mais a pena contribuir com 5%, 11% ou 20%
  • se há atrasados que podem ser pagos

Em muitos casos, a melhor solução é fazer um planejamento previdenciário antes de voltar a pagar.

Perguntas frequentes

Quanto devo pagar de INSS para receber 1 salário mínimo?

Contribua sobre o salário mínimo (11% ou 5% dependendo da categoria).

É possível pagar INSS desempregado?

Sim, como segurado facultativo.

Pagar 11% é igual a pagar 20%?

Não.
11% não dá direito às aposentadorias por tempo.

Posso pagar todos os meses do ano de uma vez?

Não.
A Previdência não permite pagamento antecipado, apenas pagamento de períodos atrasados em situações específicas.

Conclusão

Ser autônomo significa administrar não apenas seu trabalho, mas também suas contribuições previdenciárias. Pagar corretamente e escolher o plano adequado garante:

  • aposentadoria mais vantajosa,
  • cobertura em caso de doença,
  • proteção da sua família,
  • e segurança financeira no futuro.

Com alíquotas de 5%, 11% ou 20%, cada plano tem vantagens e limitações — e a decisão certa depende do seu objetivo previdenciário.

Contribuir é importante, mas contribuir do jeito certo faz toda a diferença.

Se quiser, posso montar uma tabela comparativa, uma versão em iframe, ou um simulador de valores para usar no blog.