Autônomo paga quanto de INSS e qual tipo de contribuição?

CONTRIBUIÇÃO AO INSS

Se você trabalha por conta própria e exerce uma atividade remunerada sem vínculo empregatício, você é considerado um contribuinte autônomo perante o INSS. Nesse caso, é obrigatório contribuir para a Previdência Social por conta própria.

Mas afinal, quanto um autônomo paga de INSS e qual alíquota escolher? A seguir, você encontra tudo explicado de maneira clara, objetiva e atualizada.

Quanto um autônomo paga de INSS por mês?

O valor da contribuição depende da alíquota escolhida:

Plano normal (20%)

Contribuição sobre qualquer valor entre o salário mínimo e o teto do INSS.

  • Sobre o salário mínimo em 2025: R$ 303,60
  • Sobre o teto do INSS em 2025: R$ 1.631,48

Plano simplificado (11%)

Contribuição sobre o salário mínimo.

  • Valor em 2025: R$ 166,98

Baixa renda e MEI (5%)

Contribuição sobre o salário mínimo.

  • Valor em 2025: R$ 75,90

A alíquota de 5% é exclusiva para MEIs e segurados facultativos de baixa renda.

Autônomos comuns podem pagar 11% ou 20%.

Tipos de contribuição do INSS para autônomos

Existem três modalidades de contribuição, cada uma com efeitos diferentes na aposentadoria.

1. Plano normal (20%)

Indicado para quem deseja ter direito a:

  • aposentadoria por tempo de contribuição
  • aposentadoria por idade
  • certidão de tempo de contribuição (CTC)
  • regras de transição

Códigos da GPS:
1007 (mensal), 1104 (trimestral), 1406 (facultativo mensal), 1457 (facultativo trimestral)

Pontos de atenção:

  • Se trabalhar para pessoa jurídica, quem recolhe os 11% é a empresa.
  • Se receber menos que o salário mínimo, é preciso complementar.
  • Se houver contribuições acima do teto por múltiplas fontes, o excedente pode ser restituído.

2. Plano simplificado (11%)

Permite:

  • aposentadoria por idade
  • aposentadoria por incapacidade permanente

Não permite:

  • aposentadoria por tempo de contribuição
  • emissão de CTC

Códigos:
1163 (mensal), 1180 (trimestral), 1473 (facultativo mensal), 1490 (facultativo trimestral)

Para transformar contribuições de 11% em 20% é necessário complementar posteriormente, pagando mais 9% com juros e multa.

3. MEI e segurado facultativo de baixa renda (5%)

Garante:

  • aposentadoria por idade
  • pensão por morte
  • auxílio-doença, conforme carência

MEI paga através do DAS, e não da GPS.
Para transformar contribuição de 5% em 20%, basta complementar 15%.

Código de complementação para MEI:
1910 (mensal)

Códigos para baixa renda:
1929 (mensal), 1937 (trimestral)

Requisitos para baixa renda:

  • inscrição no CadÚnico
  • não exercer atividade remunerada
  • dedicar-se somente às atividades do lar
  • renda familiar de até dois salários mínimos

É melhor pagar mensal ou trimestral?

Depende da rotina financeira do segurado.
As duas modalidades resultam no mesmo total anual.

Pagamento mensal: 12 guias anuais.
Pagamento trimestral: 4 guias anuais, cada uma pagando três meses de uma só vez.

O vencimento ocorre sempre no dia 15 do mês seguinte (mensal) ou do mês seguinte ao trimestre (trimestral), sendo prorrogado para o próximo dia útil quando cair em feriado ou fim de semana.

Como pagar INSS como autônomo

O processo é feito pelo site SAL (Sistema de Acréscimos Legais), da Receita Federal.

Passo a passo:

  1. Acesse o SAL
  2. Escolha “Contribuinte Individual”
  3. Insira o NIT/PIS/PASEP
  4. Confirme os dados
  5. Adicione a competência (mês)
  6. Informe o salário de contribuição
  7. Selecione o código de pagamento
  8. Escolha a data de pagamento
  9. Emita a GPS
  10. Pague no banco, lotérica, aplicativo ou internet banking

Quem paga INSS como autônomo tem direito a quê?

Contribuir ao INSS como autônomo garante acesso a diversos benefícios:

  • aposentadorias
  • pensão por morte
  • auxílio-doença
  • auxílio-reclusão
  • salário-maternidade
  • reabilitação profissional

Os direitos exatos variam conforme a alíquota escolhida.

É possível pagar INSS como autônomo sem nunca ter contribuído?

Sim, desde que haja exercício de atividade remunerada.

É necessário possuir um NIT/PIS/PASEP e comprovar que realmente exerce trabalho autônomo. Pagamentos sem atividade podem gerar problemas futuros.

Um autônomo que parou de contribuir pode voltar?

Sim.
O ideal é realizar um planejamento previdenciário para:

  • verificar qualidade de segurado
  • identificar a melhor alíquota
  • evitar recolhimentos desnecessários
  • planejar recolhimento em atraso

Perguntas frequentes

1) Quanto devo pagar de INSS para receber um salário mínimo na aposentadoria?

Basta contribuir com 5% (MEI ou baixa renda) ou 11% (autônomo simplificado).

2) É possível pagar INSS por conta própria?

Sim. Autônomos, MEIs e facultativos podem contribuir diretamente.

3) Como pagar INSS desempregado?

Contribuindo como segurado facultativo, usando os códigos 1473, 1490, 1406 ou 1457.

4) Qual o valor do código 1406?

Entre R$ 303,60 e R$ 1.631,48, conforme o valor escolhido para contribuir.

5) Qual o valor do código 1163?

R$ 166,98, correspondente a 11% do salário mínimo de 2025.

6) Qual a diferença entre pagar 11% e 20%?

O plano de 20% permite aposentadoria por tempo de contribuição.
O plano de 11% não permite, a não ser que seja complementado.

7) Posso pagar todas as contribuições do ano de uma vez?

Não. Contribuições só podem ser feitas mês a mês ou trimestre a trimestre.

Conclusão

Contribuir como autônomo é essencial para garantir proteção previdenciária e segurança financeira no futuro. A escolha da alíquota deve ser feita com cuidado, pois impacta diretamente nos tipos de benefícios que você pode receber.

Para evitar erros, prejuízos ou contribuições desnecessárias, o ideal é buscar orientação profissional e, sempre que possível, realizar um planejamento previdenciário.