O governo federal confirmou que o salário mínimo será reajustado de R$ 1.518,00 em 2025 para R$ 1.621,00 em 2026, com vigência a partir de 1º de janeiro. A mudança impacta diretamente milhões de brasileiros, especialmente os beneficiários do BPC/Loas (Benefício de Prestação Continuada).
Como o valor do BPC é vinculado ao piso nacional, o reajuste traz reflexos automáticos no benefício, no poder de compra dos segurados e em outros aspectos relevantes, como a margem para empréstimos consignados. A seguir, entenda o que muda na prática.
Salário mínimo do BPC é reajustado a partir de janeiro de 2026
Com o novo valor do salário mínimo fixado em R$ 1.621,00, os pagamentos do BPC passam a ser feitos com base nesse montante. O benefício assistencial, pago pelo INSS, corresponde exatamente a um salário mínimo, razão pela qual acompanha integralmente o reajuste anual.
Na prática, os beneficiários terão o valor atualizado nos pagamentos referentes ao mês de janeiro, que são creditados em fevereiro de 2026.
O reajuste representa um alívio financeiro para idosos com 65 anos ou mais e pessoas com deficiência em situação de vulnerabilidade social, que dependem do benefício para custear despesas essenciais.
Reajuste é automático e não exige solicitação
Não é necessário realizar qualquer pedido ou atualização junto ao INSS. O novo valor do BPC é aplicado de forma automática, desde que o benefício esteja ativo.
Assim, o valor mensal passa de R$ 1.518,00 para R$ 1.621,00, sem necessidade de requerimento administrativo. Como ocorre todos os anos, a folha de janeiro é paga apenas no mês seguinte, motivo pelo qual o novo valor será percebido a partir de fevereiro.
Além do aumento direto no benefício, o reajuste também influencia critérios relacionados à renda familiar e à margem consignável disponível.
Como o novo salário mínimo afeta quem recebe BPC?
O reajuste do salário mínimo não impacta apenas o valor mensal recebido. Ele também reflete em outros aspectos importantes da vida financeira dos beneficiários do BPC.
Aumento do poder de compra
Com a elevação do benefício, há um acréscimo na renda mensal, o que pode ajudar a cobrir despesas básicas, medicamentos e gastos emergenciais, especialmente em um cenário de inflação acumulada.
Ampliação da margem consignável
Outro reflexo relevante é o aumento da margem consignável, que corresponde ao percentual do benefício que pode ser comprometido com descontos automáticos.
Atualmente, a legislação permite:
- 30% do valor do benefício para empréstimos consignados
- 5% adicionais, que podem ser utilizados para cartão de crédito consignado ou cartão de benefício consignado
Com o novo valor de R$ 1.621,00, a margem de 30% passa a representar até R$ 486,30 por mês para pagamento de parcelas de empréstimos consignados. Esse aumento possibilita acesso a valores maiores e condições de pagamento diferenciadas.
O crédito consignado se caracteriza pelo desconto direto no benefício, o que reduz o risco da operação e, consequentemente, permite taxas de juros inferiores às de outras modalidades de crédito.
O que muda no BPC/Loas em 2026?
Em síntese, o reajuste do salário mínimo em 2026 traz os seguintes impactos para quem recebe o BPC/Loas:
- Valor do benefício passa para R$ 1.621,00
- Reajuste automático, sem necessidade de solicitação ao INSS
- Pagamento do novo valor a partir de fevereiro de 2026
- Aumento do poder de compra dos beneficiários
- Ampliação da margem consignável para empréstimos e cartões vinculados ao benefício
O novo salário mínimo reforça o papel do BPC como instrumento de proteção social, garantindo atualização monetária e preservação mínima da renda de pessoas em situação de vulnerabilidade.
